sexta-feira, 2 de julho de 2010

Olhos antirreflexivos


Um dos grandes objetivos da indústria óptica é a criação de superfícies antirreflexo perfeitas. Isso possibilitaria fabricar telas, monitores e óculos que não refletem, independentemente da presença de luzes incidentes de qualquer ângulo. Sistemas antirreflexivos até já existem, mas nenhum deles se compara ao revestimento antirreflexo dos olhos multifacetados das mariposas, dos quais elas dependem para sobreviver.

Qual o segredo da tecnologia dos olhos desses pequenos insetos? Segundo informações do site Inovação Tecnológica, essa visão perfeita depende de minúsculas protuberâncias, menores do que o comprimento de onda da luz, que formam uma estrutura ordenada sobre a superfície dos olhos das mariposas. Essa nanoestrutura natural cria uma transição suave entre os índices de refração do ar e a córnea, resultando em um índice de reflexão da luz praticamente igual a zero.

Em óculos, telefones celulares, ou em painéis de carros, as superfícies transparentes somente são úteis se permitirem a visualização sem refletir a luz de volta. Inspirados no olho da mariposa, os pesquisadores estão desenvolvendo um revestimento nanoestruturado que será muito útil.

A funcionalidade perfeita observada na natureza continua servindo de modelo para as invenções humanas. Curiosamente, quando se observa o registro fóssil, pode-se notar que essa complexidade sempre esteve presente. Em que laboratório ela foi criada? Como depende de inteligência para ser projetada, quem fez isso? Os primeiros versos do livro bíblico de Gênesis têm a resposta mais coerente.

Fonte:http://michelsondigitais.blogspot.com/2010/06/olhos-antirreflexivos.html

sábado, 26 de junho de 2010

Iluminação com LEDs produz vegetais mais saudáveis


Cientistas da Lituânia descobriram que uma iluminação à base de LEDs, aplicado durante apenas três dias, é capaz de melhorar a qualidade nutricional de verduras e legumes, principalmente dos vegetais verdes folhosos.

A tecnologia com tratamento dos vegetais com luz poderá ser aplicada em estufas para reforçar os nutrientes dos vegetais no período pré-colheita.

Nitratos e nutrientes

O experimento foi feito em plantações de alface, orégano e cebolinha. Os vegetais foram cultivados em estufa, sob luz ambiente, com um reforço de iluminação noturna com uma lâmpada de vapor de sódio.

Nos três dias anteriores à colheita, os vegetais receberam a iluminação noturna de um conjunto de diodos emissores de luz, os LEDs, lâmpadas de estado sólido de baixo consumo de energia, do mesmo tipo encontrado na maioria dos aparelhos eletrônicos.

O resultado foi uma redução no nível de nitratos nos vegetais que variou de 44 a 65%.

O maior nível de redução dos nitratos foi verificado nas plantações de alface cultivado por hidroponia. Depois de um tratamento de três dias sob a luz de LEDs vermelhos, os testes mostraram uma redução de 65% na concentração de nitratos.

Além de diminuir a concentração de nitratos danosos à saúde, o fluxo de fótons de alta densidade gerado pelos LEDs também elevou os níveis de nutrientes dos vegetais.

Plantas iluminadas com LEDs

Segundo Giedre Samuoliene, coordenador da pesquisa, a tecnologia é diferente da já difundida prática das lâmpadas de sódio de alta pressão.

Os iluminadores de estado sólido limitam a quantidade de calor radiante, já que os LEDs têm luz fria, permitindo uma maior intensidade na fotossíntese.

Além disso, a técnica exige apenas um tratamento curto, pouco antes da colheita, em vez de uma iluminação durante o ciclo completo da cultura.

O investimento inicial na aquisição dos iluminadores de LED pode ser caro, afirma Samuoliene, mas a técnica é economicamente viável porque o tratamento é aplicado durante apenas 10% do tempo da cultura, com um baixíssimo consumo de energia.

Há também a perspectiva das vantagens de um eventual sobre-preço pelo fornecimento de vegetais mais saudáveis.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=iluminador-led-cultura-hortalicas&id=010125100428

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Luz - O Espetáculo



A luz, tão comum em nosso dia-a-dia, é um fenômeno que fascina os pesquisadores. Ainda hoje não é possível defini-la como onda ou partícula, pois ela se comporta das duas formas. Carl Sagan, em seu livro Bilhões e Bilhões, reconhecendo a singularidade da luz, escreveu que “esse dualismo onda-partícula nos lembra mais uma vez um fato humilhante fundamental: a natureza nem sempre se ajusta às nossas predisposições e preferências, ao que consideramos confortável e fácil de compreender” (pág. 47).

Nas palavras do jornalista Francisco Lemos, “luz é ... um tipo de energia especial que viaja pelo espaço como se estivesse empacotada em bolinhas muito pequenas, conhecidas como fótons. Essas partículas viajam enfileiradas, formando raios luminosos. ... As partículas que formam a luz são a coisa mais rápida do Universo. Elas viajam a 300 mil quilômetros por segundo. Isso é velocidade suficiente para dar oito voltas ao redor da Terra em um segundo” (Natureza Viva, pág. 268).

Ao analisar o fenômeno da visão, surgem algumas dúvidas: Por que nossos olhos captam apenas o espectro da luz visível? Por que não temos olhos capazes de visualizar os raios gama, por exemplo? A resposta, mais uma vez, tem que ver com planejamento inteligente. A maioria dos materiais absorve pouco a luz visível, razão pela qual vemos as coisas – a partir da luz refletida nelas. No entanto, o ar é geralmente transparente à luz visível. Assim, a luz atravessa a atmosfera e chega até nós, possibilitando-nos o fenômeno da visão. Os raios gama, por outro lado, são inteiramente absorvidos pela atmosfera antes de chegar ao chão. Olhos de raios gama, portanto, teriam emprego limitado numa atmosfera que torna tudo negro como breu no espectro de raios gama.

A multiplicidade das bênçãos recebidas do Sol da Justiça, como Deus é comparado na Bíblia, é bem ilustrada pelo espectro da radiação solar. Cerca de 70% da energia irradiada pelo Sol situa-se entre os comprimentos de onda de 0,3 a 1,5 microns, correspondente à banda da luz visível, acrescida do infravermelho e da luz ultravioleta. Essa é exatamente a faixa da radiação necessária à manutenção da vida. Notável “coincidência” que se constitui em mais uma evidência de planejamento na Criação.

Fonte:http://michelsondigitais.blogspot.com/2005/12/o-espetculo-da-luz.html

A Engenharia das Bactérias


Talvez uma das melhores evidências de planejamento na natureza venha de algo que se pode considerar a forma de vida mais primitiva: a bactéria. Muitos tipos de bactérias têm um sistema propulsor chamado “flagelo”, que é uma estrutura móvel semelhante a um chicote. Ao girar, o flagelo faz com que o organismo deslize pela água, impulsionado sobre o substrato no qual vive. Esse mecanismo apresenta detalhes incríveis, a começar pelo tamanho: é um aparato de menos de 25 nanômetros de diâmetro, algo como um bilionésimo de centímetro.

O ser humano tem orgulho de sua criatividade na invenção da roda. O flagelo bacteriano é construído sobre o mesmo princípio da roda. Na verdade, há uma série de rodas que giram sobre um eixo. E é a rotação dessas rodas – que giram numa superfície sem fricção a mais de 18 mil rotações por segundo – que faz com que o flagelo se mova. A indústria tem grande interesse nesse sistema rotor bacteriano por causa de sua eficiência.

Mas o que faz esse rotor funcionar? Um motor elétrico! A membrana celular na qual esse aparato está encaixado produz uma corrente elétrica ao bombear íons (principalmente de hidrogênio) pela membrana. Essa corrente elétrica é assimilada pelo rotor do flagelo e o faz girar. Além disso, a bactéria é capaz de controlar seu deslocamento com velocidades variadas, podendo girar o flagelo mais devagar ou mais rápido.

Design e engenharia. Os melhores engenheiros não conseguiram desenvolver mecanismos como o rotor bacteriano. “Tudo na bactéria parece dizer: engenharia, inteligência, planejamento”, afirma o Dr. Richard Lumsden, ex-professor da Tulane University.

Se entrássemos numa loja e víssemos uma máquina desse tipo, o que pensaríamos? Que as peças se juntaram por acaso, sem planejamento, sem propósito ou sem um processo criativo? É claro que não. Teria sido construída pela General Electric ou por outra empresa. As bactérias* não foram feitas pelo ser humano, mas são muito mais sofisticadas do que qualquer mecanismo que a humanidade já construiu.

* Lembre-se de que, apesar de haver bactérias nocivas, há também as que são benéficas aos seres vivos.

Fonte: http://michelsondigitais.blogspot.com/2005/12/impresses-microscpicas.html